25 de abr de 2010

Quarto período

Maturidade espiritual:

O idoso é experiente, perseverante, tem muito para ensinar. Mas pode considerar-se ou ser considerado ultrapassado, pelos líderes e demais membros das nossas igrejas. Gostaria que nossos idosos fossem vistos e tratados como os vêem e tratam certas tribos indígenas, com respeito e consideração, por serem experientes na vida natural e espiritual.

“Lembrai-vos dos vossos guias, que vos falaram a palavra de Deus e, atentando para o êxito da sua carreira, imitai-lhes a fé” (Hebreus 13.7).

Nossos idosos não podem ser entregues aos asilos da nossa falta de visão, nem deixados no exílio do esquecimento, sua dedicação e fé para com Deus.
Quantas vezes damos importância, e estamos dispostos parar para ouvir um ancião? Seu rítimo pode até ser “lento”, pois já correu bastante, e não há tanto vigor quanto em um jovem, mas a despeito disso, ele tem a experiência que o jovem precisa adquirir, se este parar para ouvir.

“... Todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar...” (Tiago 1.19).



É duro pensarmos que há pessoas em nossas igrejas, que aceitaram para si, a mentira de que estão idosas demais para continuarem sendo úteis, e então deixam para os menos experientes a aventura de tentarem fazer algo para o qual não estavam preparados. No mínimo, encaro isso como covardia por parte de certos anciãos. Creio que se forem bem orientados naquilo para o qual podem ser úteis, nós não teremos deprimidos espirituais, por se acharem ultrapassados, ou se sentirem rejeitados.

Eu sonho com uma igreja não “moderna”, que não está cheia do tempero do mundo mesmo vivendo nele. Sonho com uma igreja que não deixará jamais seus membros na sarjeta espiritual, pois vai ao encontro desses, e os fortalece. Que lhes dá o devido suporte para que não fiquem sendo apenas meros espectadores, ou números na lotação das igrejas.

Em uma de suas pregações o Pr Hernandes dias Lopes disse:

“Nossas igrejas estão cheias de pessoas vazias de Deus, e vazias de pessoas cheias de Deus”.