12 de abr de 2013

A IGREJA DOS MEUS SONHOS!

A Analogia entre vida natural e espiritual 

Deus não deixou menos do que precisamos para exercermos o “ministério da reconciliação” (2coríntios 5.18) e: 

“Proclamarmos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz” (1 Pedro1. 9). 

Temos o Espírito Santo, agindo no homem e por meio dele:


“... Mas vós o conheceis, pois habita convosco, e estará em vós” (João14. 17).

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas...” (Atos 1.8). 

Considerando toda essa estrutura divina em nós, que só pode deixar de agir, e se manter a nosso favor, por causa dos nossos pecados, quero expressar com qual igreja sonho. 

Eu sonho com uma igreja na qual seus membros não ficam em eternos berçários; nem incertos quanto ao que querem; ou cheios de si, por acharem que são auto suficientes ou vazios por pensarem que não são úteis. Para que me compreendam, vou justificar com quatro períodos pelos quais passamos, fazendo assim uma analogia da vida natural com a espiritual.     

Primeiro período 

A infância espiritual: 

Assim como o nascimento natural, é ímpar o nascimento espiritual ou novo nascimento, quando a pessoa se converte ao Senhor Jesus. Vai até a adolescência (segundo período). Nessa etapa que precisamos passar, é necessário o discipulado e a paciência com o neófito (novo na fé), que é ainda muito inexperiente para andar com as próprias pernas. É preciso dar amor, alimentá-lo com leite espiritual, que é a palavra de Deus; ele precisa de cuidados especiais, pois está se desenvolvendo, e pode tropeçar e cair.   

“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, porém, alguém pecar, temos advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1João 2.1). 

Acredito que se essas necessidades não forem atendidas, teremos adolescentes raquíticos, cheios de traumas e sem um sentido em suas vidas espirituais. Acordai igrejas! Quantas vezes, por falta de entendimento claro dessas necessidades, nossas igrejas estão abrindo mais e mais a porta dos fundos para nosso infante, que está passando para a adolescência espiritual. 

Segundo período 

A adolescência espiritual: 

Nosso não mais neófito já está crescido e cheio de vigor, então acha que pode sair experimentando de tudo.

É nesse período de tantas transformações que acaba a inocência, passando a desejar mais liberdade e querer tomar suas próprias decisões.


“Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo” (Colossenses 2.8).   

Se ele foi bem discipulado, saberá decidir sobre o certo e o errado. Não se deixará levar por falsas doutrinas, nem vãs filosofias. Ele não se sentirá atraído, pois está bem enraizado nos princípios de Deus. 

“... e que desde a infância sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus “(2 Timóteo 3.15). 

O apóstolo Paulo, sabia muito bem a importância de se conhecer as sagradas letras desde a infância, e enfatizou isto a Timóteo, o qual, também recebera esse ensino desde a infância. 

Terceiro período 

Adulto espiritual:

O adulto é tido como experiente, porém às vezes, pode trocar os “pés pelas mãos”. Sua experiência pode levá-lo a achar que não cairá, trazendo-lhe a “falsa ideia de estabilidade espiritual”.

Não digo que não podemos estar estáveis espiritualmente, pois que para isso é só andar no Espírito. Mas quero afirmar que a ideia de estabilidade espiritual torna-se falsa, por pensarmos que não precisamos vigiar em todo tempo, fazendo com isso, que passemos a confiar em nossos próprios esforços, deixando assim de depender integralmente do Espírito Santo. Penso que nesse sentido, não há uma real estabilidade espiritual. Quero fazer-nos lembrar da atitude do rei Davi, ou diria falta de atitude, na qual todos nós estamos sujeitos a cair, senão vigiarmos. Ele deixou de ir à guerra e ficou no palácio. Descansou suas armas. Ele estava ocioso, sem nada para fazer, enquanto passeava no terraço da casa real. Inocente passeio! Antes tivesse na batalha ajudando seus guerreiros. Um rei que deveria estar batalhando mandou outro em seu lugar. Contudo, sua maior batalha estava sendo travada em sua própria mente, quando foi despertada pela beleza de uma mulher.

(2 Samuel 11:1 a 5)
“... cada um é tentado... pela sua própria concupiscência” (Tiago 1.14).

Quarto período 

Maturidade espiritual: 

O idoso é experiente, perseverante, tem muito para ensinar. Mas pode considerar-se ou ser considerado ultrapassado, pelos líderes e demais membros das nossas igrejas. Gostaria que nossos idosos fossem vistos e tratados como os veem e tratam certas tribos indígenas, com respeito e consideração, por serem experientes na vida natural e espiritual. 

“Lembrai-vos dos vossos guias, que vos falaram a palavra de Deus e, atentando para o êxito da sua carreira, imitai-lhes a fé” (Hebreus 13.7). 

Nossos idosos não podem ser entregues aos asilos da nossa falta de visão, nem deixados no exílio do esquecimento, sua dedicação e fé para com Deus.

Quantas vezes damos importância, e estamos dispostos parar para ouvir um ancião? Seu ritmo pode até ser “lento”, pois já correu bastante, e não há tanto vigor quanto em um jovem, mas a despeito disso, ele tem a experiência que o jovem precisa adquirir, se este parar para ouvir. 

“... Todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar...” (Tiago 1.19). 

É duro pensarmos que há pessoas em nossas igrejas, que aceitaram para si, a mentira de que estão idosas demais para continuarem sendo úteis, e então deixam para os menos experientes a aventura de tentarem fazer algo para o qual não estavam preparados. No mínimo, encaro isso como covardia por parte de certos anciãos. Creio que se forem bem orientados naquilo para o qual podem ser úteis, nós não teremos deprimidos espirituais, por se acharem ultrapassados, ou se sentirem rejeitados. 

Eu sonho com uma igreja não “moderna”, que não está cheia do tempero do mundo mesmo vivendo nele. Sonho com uma igreja que não deixará jamais seus membros na sarjeta espiritual, pois vai ao encontro desses, e os fortalece. Que lhes dá o devido suporte para que não fiquem sendo apenas meros espectadores, ou números na lotação das igrejas.     
                                                                                             Geoffrey.

Em uma de suas pregações o Pr. Hernandes dias Lopes disse:


“Nossas igrejas estão cheias de pessoas vazias de Deus, e vazias de pessoas cheias de Deus”.

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