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 Mike Yaconelli conta a parábola de uma estação de salvamento numa pequena costa marítima da Inglaterra, onde freqüentemente havia barcos naufragados. A estação era apenas uma pequena e velha casa de madeira, com apenas um bote, alguns marinheiros experimentados, que vigiavam dia e noite as águas daquela costa à procura de sobreviventes. Abnegados, aqueles salva-vidas jamais pensavam em si mesmos quando saíam em missão de salvamento. Com o passar do tempo, pessoas que haviam sido resgatadas pelos marinheiros da estação, em gratidão, resolveram criar uma associação de apoio ao posto de salvamento. Todos da cidade gostaram da idéia. Com o dinheiro levantado pela associação, eles compraram novos barcos, contrataram novos marujos, e assim a estação de salvamento ficou melhor aparelhada. Logo alguns sócios disseram: - os barcos são novos, mas a estação é apenas uma casa caindo aos pedaços. Imediatamente um novo projeto foi feito e dali a semanas um amplo e confortável centro de convivência foi edificado no lugar da velha estação. Logo as velhas macas de atendimento foram substituídas por sofás macios, mobília sofisticada, ar refrigerado, música ambiente. O lugar ficou tão agradável, que os antigos guarda-vidas já não se interessavam em salvar pessoas no mar. Então terceirizaram o salvamento. Certo dia houve um grande naufrágio na região. Os guarda-vidas de plantão foram com seus barcos novos e trouxeram dezenas de pessoas para a estação: elas chegaram encharcadas, doentes, maltrapilhas e simplesmente fizeram do centro de convivência uma grande bagunça. Logo a diretoria da estação se reuniu e resolveu construir um vestiário com duchas para lavar os náufragos antes que eles entrassem na estação. Na assembléia seguinte, alguns membros da associação sugeriram que o setor de operação de salvamento saísse do centro de convivência para evitar depredações. Criou-se a polêmica: os velhos marinheiros levantaram-se dizendo que salvar vidas era a missão prioritária daquela estação. Houve uma acalorada discussão, mas os velhos marinheiros foram votos vencidos. Decidiu-se que os que quisessem salvar náufragos, que fizessem uma estação em outro lugar. Então, alguns quilômetros dali uma nova estação de salvamento foi erguida. Com o tempo ela se tornou também um clube como a sua antecessora. Houve discussão e mais uma estação de salvamento foi levantada. E hoje, há dezenas de clubes de marinheiros naquela encosta. Ainda há naufrágios naquela área, mas a maioria dos tripulantes e passageiros morre por falta de barcos de salvamento. Igrejas são agencias do reino especializado e aparelhado para salvar e transformar vidas. Entretanto, facilmente elas podem se transformar em um clube de guarda-vidas.
(retirado em 01/01/2009 da pagina na internet “Sermão on-line”).




Reflexão


Vamos analisar melhor esta parábola, enxergando como era inicialmente a estação de salvamento e como ficou, após algum tempo, com as mudanças que surgiram. A ênfase aqui de igreja, precisa ser entendida pela ótica de corpo de Cristo. Afinal, construções não salvam, não cuidam e não amam.




Inicialmente a estação de salvamento era:


Uma pequena e velha casa de madeira.
Equipada com um único bote.
Formada por alguns marinheiros experimentados, os quais vigiavam dia e noite à procura de sobreviventes.
Compostas por pessoas motivadas, cujo propósito não deixava pensarem em si mesmas quando saíam em missão de salvamento.




Da simplicidade, humildade e altruísmo; ao luxo, orgulho e egoísmo.




Com o passar do tempo houve mudanças importantes na estação:


Pessoas resgatadas, em gratidão, criaram uma associação de apoio ao posto de salvamento.
Compraram-se novos barcos.
Contrataram novos marujos.
Um amplo e confortável centro de convivência foi edificado no lugar da velha estação.


Aparentemente não parece ser um grande problema essas mudanças, mas quando acontecem certas conseqüências...
Perda da visão e propósito missionário


Macas de atendimento foram substituídas por sofás macios, mobília sofisticada, ar refrigerado, música ambiente.
O lugar ficou tão agradável que os antigos quardas-vidas não se interessavam em salvar pessoas no mar.
Terceirizaram o salvamento.


Somos embaixadores de Cristo, conforme o texto na carta do apóstolo Paulo aos Coríntios (2 Coríntios 5:18 a 20 ), não podemos negligenciar nossa responsabilidade transferindo-a a outros. Varias instituições religiosas tem demonstrando amor e zelo para com as pessoas, entretanto, temos sido rebeldes com Deus, deixando aqueles náufragos a mercê da correnteza, uma vez que Deus conferiu a igreja (pessoa alcançada pela graça) esse ministério. Temos que dar esperança ao náufrago alimentando sua fome do Pão da Vida.




Fomos chamados para nos afastar do pecado e não dos perdidos


Após um grande naufrágio os guardas-vidas trouxeram dezenas de pessoas para a estação: Elas chegaram encharcadas,doentes, maltratadas e simplesmente fizeram do centro de convivência uma grande bagunça.
Construíram um vestiário com duchas, para lavar os náufragos antes que eles entrassem na estação.
Os membros da associação sugeriram que o setor de operação de salvamento saísse do centro de convivência, para evitar depredação.


Claro que nos hospitais também se toma certos cuidados. Roupas são trocadas, dá-se banho nos enfermos, feridas são tratadas, uma verdadeira assepsia. A questão aqui não é a higiene, e sim o incômodo que essas pessoas provocaram devido suas condições físicas e de saúde. Nosso orgulho pode fazer-nos ter repugnância aos perdidos, devido a nossa “santidade” na qual achamos que estamos insentos a naufrágios.
Onde estão os evangelistas dos bares, dos hospitais, dos pontos de prostituição, das rodas de usuários de drogas, dos jovens que perdem noites nas baladas... Onde estão? Nos sofás macios assistindo ao filme recém lançado? Na frente do computador jogando? Usando o orkut? Conversando no MSN? Jogando aquele futebol do final de semana? Na vida oprimida, causada pelos valores muitas vezes distorcidos do que é certo? Na falta de tempo, provocado pela corrida desenfreada de estar qualificado para o mercado de trabalho?
Cadê nossa fé, Com a qual cremos que Deus cuidará de nós? E sabendo disso, por que não entendermos que somos peregrinos em terra alheia e fazermos prioritariamente a vontade de Deus?
“Ame a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”


Opiniões contrárias geram divisões


Decidiu-se que os que quisessem salvar náufragos, que fizessem uma estação em outro lugar.


A falta de visão do propósito de Deus gera fracassos


Uma nova estação de salvamento foi erguida e se tornou um clube.
Hoje há dezenas de clubes de marinheiros naquela encosta.


Pessoas estão morrendo sem Deus por causa da nossa falta de visão


Ainda há naufrágios naquela área, mas a maioria dos tripulantes e passageiros morre por falta de barcos de salvamento.




Recuperando a visão perdida


Os velhos marinheiros disseram que salvar vidas era a missão prioritária daquela estação.
Igrejas( comunidade) são agências do reino especializada e aparelhada para salvar e transformar vidas.

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